Nós em Transe

Terça-feira, Agosto 01, 2006

Babel

Moacir dos Anjos é o curador da exposição Babel, de Cildo Meireles, no Museu Vale do Rio Doce. O título vem da obra principal, apresentada pela primeira vez no Brasil: uma torre de rádios de todas as épocas, sintonizados em todas as estações - a Torre de Babel contemporânea. Para saber o que é de verdade, só indo lá. A sensação, o som, a luz, o frio só podem ser experimentados por cada um, à sua maneira.

Aliás, todas as obras precisam ser experimentadas. Elas vão muito além da imagem. O som é elemento fundamental em várias - Babel, Marulhos, Sal sem Carne, Mebs/Caraxia. O espaço faz parte de todas, e a montagem foi muito boa, inserindo bem as obras no espaço do Museu (melhor no Galpão do que na Sala de Exposições interna).

Ao todo, são 8 obras que tentam mostrar os principais aspectos do trabalho de Cildo Meireles. Além das pesquisas sonoras e espaciais, questões sociais também povoam seu universo. Por fim, existe uma total sintonia entre a visão crítica da obra de Cildo Meireles acerca de fronteiras e limites rigidamente definidos (ver Marulho e Babel) e o fato de essa mostra estar acontecendo numa cidade que, supostamente, estaria fora do chamado eixo da arte do Brasil. As coisas são mais fluidas e complexas do que, muitas vezes, gostaríamos que fossem - palavras de Macir dos Anjos, em entrevista à Bravo.

Aproveitem! No
Museu Vale do Rio Doce — antiga estação Pedro Nolasco, s/nº, Vila Velha, ES. tel.:3246-1443. Até o dia 17/9/06. Terça a domingo, das 10h às 18h; sexta, das 12h às 20h. Grátis.

Sexta-feira, Julho 21, 2006

Dois Instantes


A Galeria Homero Massena serve de espaço para Miro Soares apresentar a continuação de suas pesquisas com as "pinturas" da série Real Tempo. A exposição Dois Instantes traz obras feitas com café solúvel sobre vidro. O artista, que começou com trabalhos sobre o papel, explora outros materiais, divagando sobre o tempo e seus efeitos.

Confiram: na Galeria Homero Massena, rua Pedro Palácios, 99, Cidade Alta. Até 27 de agosto.

Quinta-feira, Julho 13, 2006

Rodrigo Gustavo e Marcelo



Esse é o vídeo do Vítor Lopes, que teve lançamento mundial no I Contravenção.

É incrível o que as pessoas conseguem fazer com uma boa idéia, uma boa música e uma cybershot! Muito bom!

Quinta-feira, Julho 06, 2006

Áudio livros?

Essa é a nova potencialidade digital: livros para ouvir! Graças ao iPod, agora a indústria livreira está se preocupando com o potencial de transformar letras em som, baixados e ouvidos facilmente pelo leitor. A mim e ao Sérgio Rodrigues soa estranho, mas não deixa de ser interessante. É esperar pra ver. Ou ouvir...

Menos um...

E o cinema latino-americano perdeu mais um bom diretor... Foi o uruguaio Juan Pablo Rebella, de apenas 32 anos, encontrado morto por causas ainda desconhecidas. Ele dirigiu, ao lado de Pablo Stoll, Whisky (2004), um dos grandes filmes que assisti esse ano.

Whisky conta a história de um senhor que finge ser casado com uma empregada, para mostrar ao irmão que ele tinha uma boa vida. Um filme sem espaço e tempo, que cabe em todos os lugares. Um filme para desmascarar as vidas mecânicas que levamos, as vidas solitárias, as vidas medrosas.

Não sei se ele está nas locadoras, mas sei que dá para baixar pelo eMule.

Terça-feira, Julho 04, 2006

Jack Johnson

A primeira vez que ouvi falar sobre o cantor admito que nem me interessei. Gosto de ouvir sons mais novos, irreverentes, inesperados. Vocal e violão não me pareciam a coisa mais inovadora do mundo.
Mas eu acabei me deixando levar por ele.
O CD dele, In Between Dreams roda sem parar no som do meu carro. Recomendo totalmente, para todas as idades e gostos. Para uma hora mais agitada, ou para ouvir deitado numa rede na praia.

Contravenção

Essa é a primeira mostra de vídeos dos alunos de comunicação da UFES. Todas as informações no comentário do post anterior.

Só pra garantir: quarta-feira, 05/07, às 20h, no Cemuni V.

Segunda-feira, Julho 03, 2006

GRAV


Esse é o nome de um projeto de extensão do departamento de Comunicação da UFES. GRAV significa Grupo de Estudos Audiovisuais, e faz exatamente isso: estuda material audiovisual (que no nosso caso significa basicamente filmes!). A dinâmica é a seguinte: existe uma lista de diretores; a cada mês um diretor é sorteado, e são assistidos três filmes dele (um por sessão). A quarta sessão é dedicada a um debate sobre o mesmo. Esses debates são gravados e transcritos, e em breve se transformarão numa publicação - impressa e eletrônica.

Tá feito o convite: todo sábado, às 16h, na sala 206 do prédio de laboratórios da Comunicação, no CCJE, UFES. Todo mundo pode participar, não precisa ser aluno. O diretor do mês é o Rogério Sganzerla, e assistiremos o primeiro filme esse sábado. Apareçam!

Sexta-feira, Junho 30, 2006

Luto Duplo...

O cineasta Fabián Bielinsky, que morreu ontem em São Paulo aos 47 anos, vítima de um ataque cardíaco, foi um dos maiores responsáveis pela popularização do novo cinema argentino no Brasil.

Ele estreou como diretor com “Nove rainhas” (2000), que, ao lado de “O filha da noiva” (2001), foi o maior sucesso do país nas salas brasileiras nos últimos anos. O filme ganhou um remake americano, “171″ (2004), bastante inferior ao original.

(...)

Bielinsky não estava entre os cineastas de ponta da “buena onda” local, como Lucrecia Martel ou Pablo Trapero. Mas, como mostrou em “Nove rainhas”, sabia dar um sabor portenho para um gênero clássico como o filme noir.


Depois da derrota... Texto do Ricardo Calil. Assistam Nove Rainhas, O Pântano e O filho da noiva. Todos estão nas locadoras. Nossos vizinhos fazem coisas boas!

de luto pela derrota da Argentina...